Mais de 75% das famílias estão endividadas

Mais de 75% das famílias estão endividadas

Endividamento das famílias no Brasil, segue elevado em 2026

Mais de 75% dos lares possuem dívidas, com destaque para o uso do cartão de crédito

Quem aqui nunca utilizou o cartão de crédito para fazer uma compra que parecia distante, mas acabou sendo conquistado por conta das prestações pequenas, quase imperceptíveis ao longo do tempo? Pois é, essa prática não tem ajudado as famílias brasileiras e o endividamento continua em patamar elevado em 2026.

Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo indicam que mais de 75% dos lares possuem algum tipo de dívida, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), e o cartão de crédito segue como principal responsável por esse cenário, concentrando a maior parte das dívidas registradas. Na prática, isso mostra um uso recorrente do crédito para sustentar despesas do dia a dia, não apenas compras pontuais.

Apesar de o índice não indicar necessariamente inadimplência, ele acende um alerta sobre o nível de comprometimento da renda das famílias, especialmente em um ambiente que ainda combina juros elevados e pressão sobre o custo de vida.

Planejamento ausente

O crescimento do endividamento está diretamente ligado ao uso frequente de linhas de crédito sem planejamento estruturado. Parcelamentos sucessivos e a falta de controle sobre os compromissos assumidos acabam reduzindo a capacidade de ajuste do orçamento. Na prática, o problema não está no crédito em si, mas na forma como ele é utilizado. Quando as parcelas passam a disputar espaço com despesas essenciais, o desequilíbrio financeiro tende a se intensificar.

Por isso, a Nescred sempre alerta: a orientação financeira é importante e precisa ter espaço na vida de todo cooperado. Afinal, o acompanhamento diário das finanças contribui para decisões mais conscientes, especialmente na contratação e reorganização de crédito.

Podemos afirmar, através de dados como os da CNC, que mapear dívidas, entender taxas de juros, priorizar compromissos mais caros, entre outras ações, são medidas básicas, mas ainda pouco praticadas pela população. O cenário atual mostra que o crédito continua acessível, mas exige cada vez mais atenção.

Por isso, não se esqueça: a prioridade é ter equilíbrio financeiro hoje, para ter mais tranquilidade no futuro.